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Síndrome do pânico: o que é e como tratar?

Atualizado: 22 de ago. de 2022



Segundo dados do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq – HCFMUSP), 10% da população pode sofrer crises sem motivo aparente, denominadas crises de pânico. Cerca de 3,5% dessas pessoas sofrem ataques repetidos, o que pode causar alterações no comportamento e um medo intenso.


O que é a síndrome do pânico?


No transtorno de pânico o principal sintoma são os recorrentes ataques de pânico, crises súbitas e espontâneas de ansiedade e medo intensos, com duração geralmente de minutos, espontâneas ou induzidas por fator estressor.


As crises de pânico costumam ser acompanhados de prejuízo funcional com alterações comportamentais, assim como são comuns comportamentos evitativos ou adaptados, por causa das crises e preocupação com novos ataques e suas consequências.



Sintomas físicos da síndrome do pânico:


A síndrome do pânico inclui pelo menos quatro dos seguintes sintomas:


  • Palpitações, coração batendo ou aceleração cardíaca

  • Sudorese

  • Tremores

  • Sensações de falta de ar ou sufocação

  • Sentimentos de bloqueio

  • Dor no peito ou desconforto

  • Náuseas ou desconforto abdominal

  • Sentir-se tonto, instável, com cabeça leve ou desmaiar

  • Calafrios ou sensações de calor

  • Parestesia (sensações de dormência ou formigamento)

  • Desrealização (sentimentos de irrealidade) ou despersonalização (sendo separado de si mesmo)

  • Medo de perder o controle ou “enlouquecer”

  • Medo de morrer


Como os pacientes possuem dificuldade em perceber a razão do seu medo, pode-se desenvolver grande temor de que estejam sofrendo de uma grave doença clínica, com risco iminente de morte, causando múltiplas visitas ao pronto-socorro.



E a agorafobia?


Devido ao medo intenso de ter uma nova crise, uma a cada três pessoas desenvolvem o que chamamos de agorafobia. Essas pessoas passam a evitar situações ou lugares em que eles já tiveram um ataque de pânico com medo que aconteça novamente.


Então normalmente evitam lugares públicos onde sentem que a fuga imediata pode ser difícil, como ônibus, multidões, shopping, shows, etc.


Algumas pessoas desenvolvem uma rota ou território fixo, e pode tornar-se impossível para eles viajar além de suas zonas de segurança sem sofrer com a ansiedade severa.



Tratamento


O tratamento inclui uso de medicamentos e psicoterapia. O paciente deve ser acompanhado regularmente pelo psiquiatra e psicólogo.

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