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Você tem déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ?

Atualizado: 22 de ago. de 2022



Falta de tempo, rotina exaustiva, cansaço e aumento do uso de tecnologias para trabalhos e fins sociais. Essa é a rotina de boa parte da população mundial atualmente.


Muito comumente escutamos queixas relacionadas a falta de atenção e concentração, o que não é inesperado, afinal, o nosso cérebro está sendo bombardeado de estímulos constantemente.


Sofremos pelo cansaço, pelas alterações de humor, pelo horário conturbado de trabalho, pelo sono inadequado e pelas dificuldades de vida diária, que todos nós passamos. Tudo isso afeta a nossa atenção e concentração, afinal, não somos máquinas.


Com a necessidade de produzir cada vez mais e com menos tempo, o uso indevido de psico-estimulantes vem sendo usado com uma frequência cada vez maior.



Mas então, quando podemos dizer que estamos frente a um déficit de atenção?


O TDAH é caracterizado por uma diminuição quantitativa da concentração e/ou sintomas motores, como inquietude e impulsividade. Necessariamente esses sintomas devem estar presentes antes dos 12 anos de idade. Ou seja, os sintomas não surgem após essa faixa etária e nem sempre precisamos de sintomas de hiperatividade e desatenção juntos para caracterizar o TDAH.


Não é incomum os pacientes apresentarem dificuldades em direcionar o foco para uma única atividade e frente a perda de interesse com facilidade, podem se matricular em vários cursos ou iniciar inúmeras faculdades e acabar não concluindo.


A dificuldade de organização e prejuízos financeiros tornam-se um problema, sendo um fator importante para o surgimento de um quadro de depressão associado.


Além disso, em conversas com mais pessoas se perdem em assuntos, o que gera frustração e comportamento de evitação social.


A impaciência e inquietação fica evidente na dificuldade em manter espera em filas ou salas de espera, por exemplo.


Também não é incomum se perderem com datas, confundirem horários, perdem compromissos ou até mesmo esquecerem objetos pessoais nos lugares por onde passam.



E como é feito o diagnóstico?


Assim como outras doenças psiquiátricas, não temos um exame específico para o diagnóstico, que acaba sendo feito embasado em critérios clínicos e de acordo com as queixas do paciente na consulta.


É importante que durante a avaliação sejam descartadas outras doenças psiquiátricas, que podem causar sintomas semelhantes e confundir o diagnóstico.



Qual a importância do tratamento adequado?


O TDAH não tratado acaba causando impacto na funcionalidade e relações sociais, além do surgimento de sintomas ansiosos e depressivos decorrentes da dificuldade em estabelecer as funções.


Com o diagnóstico e tratamento adequado, menores serão os prejuízos funcionais e menor será o risco do surgimento de doenças psiquiátricas secundárias.

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