O Medo de Mudar : Por Que Resistimos à Nossa Própria Evolução ?
- Psicóloga Laís Almeida

- 2 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Mudar é, em essência, viver. A existência é movimento, é fluxo, é transformação constante. Ainda assim, o ser humano, esse animal de consciência e de lembranças, teme o que desconhece. O medo de mudar é, muitas vezes, o medo de perder o que nos dá identidade, mesmo que essa identidade nos cause dor. Resistimos à mudança porque ela nos convoca a um luto: o luto de quem fomos, do que acreditávamos ser, e até das ilusões que um dia nos protegeram.
O medo da mudança está profundamente ligado à necessidade de controle e previsibilidade. O novo carrega incerteza, e a incerteza nos desnuda. O ego, em sua ânsia de estabilidade, luta para manter o que é conhecido, mesmo que o conhecido já não caiba mais. Assim, criamos resistências sutis: racionalizações, procrastinações, apegos emocionais. Preferimos o desconforto familiar à liberdade incerta.
A mudança exige coragem, e coragem não é ausência de medo, é enfrentamento. É o reconhecimento de que permanecer igual também tem um preço. A psicologia existencial nos lembra que a angústia é um sinal de que algo em nós quer nascer, quer florescer. Fugir dela é negar a própria potência de ser.
Evoluir implica atravessar o desconhecido e aceitar o risco de se perder para, talvez, se encontrar de novo, mais inteiro, mais verdadeiro. O medo de mudar é humano, mas a estagnação é desumana. Crescer é permitir que o tempo nos transforme, mesmo quando dói.
No fim, mudar não é deixar de ser quem somos. É, paradoxalmente, o único caminho para finalmente nos tornarmos quem sempre fomos sob as camadas do medo, da dúvida e da defesa.
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