Ética, Tecnologia e Psicologia : Onde Está o Equilíbrio ?
- Psicologia Viva Zen

- 1 de jan.
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A incorporação da tecnologia na prática psicológica é uma realidade irreversível. Plataformas digitais, atendimentos online e ferramentas de gestão ampliaram o alcance da psicoterapia e facilitaram o acesso de muitas pessoas ao cuidado em saúde mental. No entanto, essa transformação levanta uma questão central: como manter o equilíbrio entre tecnologia, ética e qualidade clínica?
A ética profissional é um dos pilares da psicologia. Ela orienta a prática clínica, protege o paciente e resguarda o psicólogo. Quando a tecnologia entra em cena, esse compromisso ético precisa ser ainda mais cuidadoso. Não basta oferecer atendimento online; é fundamental garantir sigilo, confidencialidade, respeito à autonomia do paciente e à atuação do psicólogo.
Um dos riscos do uso indiscriminado da tecnologia é a descaracterização da prática psicológica. Plataformas que misturam psicologia com outras práticas não regulamentadas, ou que tratam o atendimento clínico como um produto padronizado, podem fragilizar a identidade profissional do psicólogo e confundir o público sobre o que é, de fato, psicoterapia.
Além disso, modelos tecnológicos que priorizam volume, rapidez e produtividade em detrimento da qualidade do vínculo terapêutico entram em conflito direto com os princípios éticos da psicologia. O atendimento psicológico não pode ser reduzido a métricas comerciais sem prejuízo ao cuidado oferecido.
O equilíbrio entre ética e tecnologia passa por escolhas conscientes. Plataformas e ferramentas devem existir para apoiar o trabalho do psicólogo, não para controlá-lo ou explorá-lo. Quando a tecnologia respeita os limites da prática clínica e valoriza o profissional, ela se torna uma aliada poderosa.
Preservar a ética na era digital é, acima de tudo, preservar a essência da psicologia: o cuidado humano, singular e responsável.
Psicóloga Popular | Psicologia Viva Zen !




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