Entre o Que Foi e o Que Será : o Presente Como Ponto de Encontro
- Psicóloga Laís Almeida

- 2 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Entre o que já se dissolveu no tempo e o que ainda repousa no horizonte, o presente se ergue como um ponto de encontro, um território pulsante onde a existência se revela em sua trama mais íntima. Na psicologia existencial, este instante não é mero intervalo, mas o palco vivo em que nos tornamos, minuto após minuto, autores do próprio ser. Há um peso suave, quase sagrado, em reconhecer que nada do que fomos está totalmente morto, assim como nada do que seremos está plenamente nascido. Habitamos uma fronteira.
O passado carrega suas marcas, feridas, memórias, conquistas, e insiste em murmurar quem acreditamos ser. Já o futuro, com sua névoa de incertezas, nos convoca com promessas e temores. Mas é no presente que reside a única possibilidade real de movimento. É nele que respiramos, escolhemos, hesitamos, criamos sentido. Como lembra a fenomenologia, só existe mundo enquanto vivido, e é no agora que o vivido se faz corpo, gesto, decisão.
O desafio nasce quando tentamos fugir desse ponto de encontro. Há quem se agarre ao passado como abrigo, há quem corra atrás do futuro como fuga. Ambos os extremos são compreensíveis, humanos, às vezes até necessários. Mas permanecer aí por muito tempo nos rouba a chance de tocar a própria vida. O presente exige coragem: olhar para si sem filtros, sentir o que se sente, deixar cair as máscaras antigas e acolher o que pulsa de novo.
Entre o que foi e o que será, o presente nos convida a uma dança radical. Uma dança que pede autenticidade, escuta e um certo desassossego fértil. Ao aceitarmos esse convite, descobrimos que o agora não é apenas uma passagem, é o espaço onde, finalmente, podemos nos encontrar.
Seja bem-vindo à psicoterapia e continue nos acompanhando.
Psicóloga Popular | Psicologia Viva Zen !




Comentários