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Como os Ciclos da Vida nos Convidam ao Recomeço

  • Foto do escritor: Psicóloga Laís Almeida
    Psicóloga Laís Almeida
  • 19 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A vida é feita de círculos que se fecham e se abrem, silenciosamente, como o vai e vem das marés. Cada fase que termina carrega consigo um convite discreto, o convite ao recomeço. E, embora o recomeçar traga consigo a incerteza, ele é também o gesto mais humano que existe: o de seguir, mesmo quando o caminho se apaga diante dos pés.



Psicologicamente, os ciclos representam o movimento natural da existência. Há momentos de expansão, em que criamos, amamos, florescemos; e há períodos de retração, onde o recolhimento é necessário para compreender o que ficou. Assim como a natureza alterna entre o verão e o inverno, nós também alternamos entre o impulso da vida e o recolhimento da dor. O erro está em acreditar que o fim é uma derrota, quando na verdade ele é apenas o chamado para uma nova versão de nós mesmos.



A psicologia existencial nos lembra que a autenticidade nasce justamente desses encontros e desencontros com o tempo. Ao aceitar o término de um ciclo, uma relação, um trabalho, um modo de ser, damos espaço para que a consciência floresça. Recomeçar, portanto, não é apagar o passado, mas integrá-lo. É permitir que a ferida se torne sabedoria, que o medo se transforme em coragem, e que a perda nos ensine a amar com mais verdade.



O recomeço é um ato de fé, não necessariamente em algo divino, mas na própria capacidade humana de reconstruir-se. A cada fim, a vida sussurra que ainda há algo a aprender, algo a sentir, algo a ser. E, se escutarmos com o coração aberto, perceberemos que não estamos apenas recomeçando: estamos nos tornando, de novo e sempre, quem realmente somos.



Seja bem-vindo à psicoterapia e continue nos acompanhando.



Psicóloga Popular | Psicologia Viva Zen !

 
 
 

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