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Burnout em Psicólogos : Quando Cuidar do Outro Começa a Adoecer

  • Foto do escritor: Psicologia Viva Zen
    Psicologia Viva Zen
  • 1 de jan.
  • 1 min de leitura

O burnout é um fenômeno cada vez mais presente entre profissionais da saúde, e os psicólogos não estão imunes a esse adoecimento. Apesar de serem treinados para lidar com emoções, conflitos e sofrimento humano, muitos psicólogos enfrentam níveis elevados de exaustão emocional, despersonalização e perda de sentido no trabalho.


A prática clínica exige escuta ativa, empatia e disponibilidade emocional. Quando essas exigências se acumulam sem pausas adequadas, reconhecimento ou condições justas de trabalho, o risco de burnout aumenta significativamente. Atender muitos pacientes por longos períodos, lidar com demandas intensas e ainda enfrentar insegurança financeira cria um terreno fértil para o esgotamento.


Um fator agravante é a dificuldade que muitos psicólogos têm de reconhecer os próprios limites. A ideia de que “o paciente vem em primeiro lugar” pode levar o profissional a negligenciar sinais de cansaço, irritabilidade, desânimo e distanciamento emocional. Com o tempo, isso compromete não apenas a saúde do psicólogo, mas também a qualidade do atendimento oferecido.


O burnout não surge de forma repentina. Ele se constrói lentamente, a partir de pequenas concessões diárias: agendas sobrecarregadas, ausência de descanso, falta de suporte e ambientes de trabalho exploratórios. Por isso, a prevenção passa por mudanças estruturais, e não apenas individuais.


Criar uma prática clínica sustentável envolve respeitar limites, buscar supervisão, cuidar da própria saúde mental e escolher modelos de trabalho que não tratem o psicólogo como um recurso descartável. Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade coletiva e ética dentro da psicologia.


Reconhecer o burnout como um risco real é o primeiro passo para construir uma carreira mais saudável e duradoura.


Psicóloga Popular | Psicologia Viva Zen !

 
 
 

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