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Amar Sem Se Perder : o Equilíbrio entre Entrega e Identidade

  • Foto do escritor: Psicóloga Laís Almeida
    Psicóloga Laís Almeida
  • 29 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Amar é uma arte antiga, feita de gestos que nascem do coração e de fronteiras que brotam da alma. Há, nesse movimento, um risco silencioso: ao entregar-se, muitos se dissolvem na bruma do outro, esquecendo-se de que a reciprocidade só floresce quando cada um permanece inteiro. Amar sem se perder é um equilíbrio frágil, mas possível, um diálogo íntimo entre presença e autonomia.


Na psicologia, compreendemos que a entrega afetiva torna-se genuína quando é acompanhada de consciência de si. O amor não pede sacrifícios que estilhaçam identidades, nem convoca renúncias que violentam a essência. Ele convida ao encontro, mas respeita o território interno onde habitam valores, sonhos e limites. Quando esse território é abandonado, instala-se um amor ansioso, faminto, que busca no outro a confirmação da própria existência. E, nesse descompasso, o vínculo se torna mais prisão do que poesia.


Manter-se inteiro no amor exige coragem: a coragem de não se moldar a expectativas alheias, de afirmar necessidades sem medo de decepcionar, de sustentar a própria voz mesmo quando a tentação de calá-la parece sinônimo de paz. O amor maduro nasce quando o “nós” não engole o “eu”, mas se constrói com ele.


Do ponto de vista existencial, amar é escolher o outro sem abdicar da liberdade, é partilhar a vida sem delegar o próprio sentido. É reconhecer que o encontro só se sustenta quando duas singularidades caminham lado a lado, e não quando uma se dobra para caber na sombra da outra. Assim, o amor torna-se espaço de crescimento, não de apagamento.


Amar sem se perder é, enfim, um exercício contínuo: uma dança em que o coração se expande, mas o ser permanece firme, lúcido, vivo, autêntico. Porque o amor verdadeiro não pede desaparecimento; ele celebra presença.


Seja bem-vindo à psicoterapia e continue nos acompanhando.


Psicóloga Popular | Psicologia Viva Zen !

 
 
 

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